Este erro tem provocado que muitas das famílias com atrasos no pagamento do crédito à habitação tenham perdido o imóvel e fiquem com o salário penhorado para liquidar a dívida.
Antes de falarmos deste erro gravíssimo que nunca, nunca, nunca deves cometer tenho que pontualizar dois aspectos chaves .
- O valor exacto da dívida à data. Com os atrasos no pagamento a dívida cresce e pode-se ter a perceção de que é menor e, pelo contrario, pode ter se tornado num problema maior. Nada melhor como solicitar esta informação para ter a certeza do valor real.
- O valor de mercado do imóvel que serve como garantia de pagamento da dívida. Não falo do valor que achamos que o imóvel tem pelo valor emocional que para nós representa a nossa casa de sonhos senão o valor obtido pela avaliação de alguém especializado que determine o valor de mercado do teu imóvel.
Tendo estes valores estas em condições de evitar o erro que 99% das famílias com prestações em atrasos cometem.
Este erro é permitir que o valor da dívida se torne superior ao valor do imóvel.
Se isto acontece tens o risco de que os credores fiquem com o imóvel e ainda ter que continuar com o pagamento da dívida porque não cobre o valor total e ainda ficar sem sitio para morar.
Como sabes se estas em risco de cometer este erro?
Segundo a minha experiência com clientes nesta situação, uma vez que o valor da divida alcance um 70% do valor do imóvel deves avaliar a possibilidade de vende-lo para resolver a situação.
Porque este valor? Vê o caso do Nuno.
Meu cliente Nuno P. tinha um imóvel pelo valor de 236,000 euros, valor que logo de muitas conversas e teimosias, obteve pela avaliação de um avaliador certificado.
A dívida do Nuno no início era de 89,000 euros mas com os juros, taxas de mora e penalizações continuava a crescer.
Chegou um ponto no que alertei-o: Não deixes a dívida ser superior aos 165,200 euros.
Ele perguntou: E porque?.
Porque podes vender agora o imóvel por 236,000 euros, pagar a dívida de 165,200 euros e ainda ficar com 70,800 euros que poderás fazer os pagamentos que sejam necessários, encontrar um sitio para arrendar e morar com a tua família pelo menos por 1 ano e ainda poupar para dar a entrada de um novo imóvel uma vez que o teu nome fique limpo no Banco de Portugal.
Dito e feito. O Nuno e a sua família decidiram seguir o meu conselho e ainda há um ano e meio que moram arrendados porque acham que é melhor para a família, sentem-se assim mais seguros.
Não deixar que o valor da dívida ultrapassasse o 70% do valor do imóvel transformou a sua situação de estresse e ansiedade noutra muito diferente de tranquilidade e sossego numa nova casa dos seus sonhos mesmo no arrendamento.
PS: A propósito, se queres que o teu salário fique livre de pagamentos de dívidas, ficar com liquidez para gerir a tua vida sem estresses e ter a possibilidade de pedir um novo crédito à habitação, neste mês tenho uma assessoria gratuita na que posso ajudar-te da mesma forma que ajudei ao Nuno. Podes encontrar mais informação aqui.